quarta-feira, 11 de julho de 2012




O SEGUNDO DIA.

Terça Feira, 10 de julho de 2012.







            Detalhe de uma das configurações de Amplificador / caixa, usadas na gravação.



FINALMENTE chegou a terça feira. Um dos problemas de começar a gravar o seu trabalho é a ansiedade. É muito bom ver aquilo que a banda criou tomar uma forma definitiva. Depois do proveitoso trabalho do Domingo, chegou o dia de gravar as guitarras.

Acredito que seja um dos momentos cruciais, e talvez o mais demorado, pelo grande número de instrumentos, amplificadores e pedais de efeitos envolvidos (nossos e do estúdio).

Aliás, vale abrir um parêntese: uma outra dica importante é saber exatamente - ou pelo menos ter uma boa noção - a sonoridade que você quer obter em cada música. Porque as alternativas são infinitas, e ficar fazendo experimentações sonoras pode durar muitas horas, senão dias. E estamos tratando aqui de um orçamento LIMITADO.

Também foi muito legal nessa noite estar com TODA a banda presente, além da minha esposa Fabiana (autora de todas as fotos que ilustram esse blog) e da Simone, esposa do Luiz Paulo. "Família RURAL" quase toda reunida, o que ajudou bastante a diminuir as tensões do trabalho.



                                Paulo Henrique, Gustavo e Bagui, em meio à alquimia.


Como sempre, chegamos ao Estúdio Bagui e encontramos tudo preparado, um excelente rack amplificador da MESA Boogie (recheado de válvulas) e uma ótima caixa da mesma marca, com falantes Celestion, além de uma boa seleção de pedais de efeito, tudo já conectado e microfonado. Aquele profissionalismo e atenção de sempre.  

Levamos conosco um cabeçote valvulado Meteoro Falcon "Faíska" e uma caixa de mesma marca com 2 falantes 12" da MGmusic. Levamos também uma Fender Strato, duas Les Paul e a minha Ibanez AS73 semi acústica e TODOS os nossos pedais de efeito. 





                                                              Irmãos esverdeados...


O estúdio ficou mais ou menos parecido com uma Disneylândia para guitarristas.

A estratégia utilizada na gravação das guitarras foi um pouco diferente: para manter as configurações de efeito, microfonação e amplificadores selecionadas, resolvemos gravar os takes das guitarras base e os solos em uma mesma sessão finalizando cada música individualmente.

Válvulas "esquentadas", volumes regulados, fomos para a técnica, deixando os amplificadores "sozinhos" na sala de gravação. 





                                                    Rack Amplificador Mesa Boogie.

ABDUZIDO BLUES: foi a primeira música selecionada. Por se tratar de um blues tradicional, sem grandes ousadias em relação aos timbres, optamos por gravar a base 1 com a Semi- acústica (apos testar as duas Les Paul) e  a guitarra base 2 e os solos com a Strato. Foi utilizado o cabeçote Meteoro e as caixas Mesa Boogie.

Foi a "estréia"  em estúdio do nosso guitarrista Fernando Silva, e, apesar do natural nervosismo e de uma gripe forte - e febre - o garoto mandou SUPER bem Poucas correções, em sua maioria pequenos detalhes de execução. Mandou tão bem na minha "ruivinha" que até me deu ciúmes... mas já passou. 



                         Fernando e a "Jessica Rabbit", minha guitarra ruiva.



Nesse momento pesou muito a opinião e a experiência do nosso "produtor/operador de som", Paulo Henrique, que deu ótimas sugestões e o total controle e conhecimento do Gustavo Ruz, que já tinha em mente toda a sonoridade que queria pras músicas.

Outro detalhe importante foi a reunião, na noite de segunda feira, de boa parte da banda, que trabalhou por horas em conjunto cada parte de guitarra das músicas que seriam gravadas no dia seguinte, fixando ideias e aparando as arestas, pois muitas músicas são tocadas de uma forma ao vivo, mas precisam ter um outro enfoque e pegada na hora da gravação.







                               As mãos são do Gustavo. A Strato, também.

A gravação dos solos transcorreu sem problemas, um timbre matador e a pegada de sempre. Optamos por gravar exatamente os mesmos solos que são realizados ao vivo, pra manter a identidade da banda.

É uma espécie de decisão involuntária em relação aos shows da banda: manter os solos originais em nossas músicas e ousar no improviso dos covers, pra trazer um pouco de frescor e personalidade para nossas interpretações.

VIAJANDO NA RURAL: a segunda escolhida era uma música de execução e timbres um pouco mais elaborados. Por seu caráter mais roqueiro, optamos em gravá-la toda com as Les Paul. Acabamos selecionando apenas uma das guitarras, pois a Epiphone tinha uma "voz" mais grave que não se encaixou muito bem naquilo que propusemos para a faixa.

Novamente, a visão do Paulo Henrique foi providencial, pois alteramos a concepção inicial de gravar um canal para a base e o outro para os solos e arranjos em prol de um esquema que incluía mais um canal de guitarra base, não em toda a música, mas preenchendo de uma forma mais completa os espaços "entre os vocais".



             Debatendo as Escolhas: Fernando, Xandão, Gustavo, Bagui e Paulo Henrique.

Não é a minha intenção entrar em minúcias técnicas como os pedais utilizados e a ligação em cada momento da gravação, mas vale ressaltar que nessa música, desde sua composição, o MXR Phase 90 foi o diferencial , criando um timbre que em muitos momentos soava como um pedal de wah.

Fernando e Gustavo mantiveram o rendimento, poucos takes, a maioria corrigindo pequenos erros de execução ou apenas para selecionar e comparar timbres, principalmente o mix de overdrives e fuzz.



No final de mais 3 horas bem utilizadas, estávamos com as guitarras de duas das 4 músicas da primeira etapa finalizadas.

No sábado vamos voltar para gravar as guitarras nas outras duas faixas. Fica a promessa de um final de semana muito divertido e proveitoso!

Até lá.




               Equipe reunida no final de mais um período de muita criatividade.

Um comentário:

  1. Bacana poder acompanhar de perto e ver os resultados de cada parte surgindo, Parabéns essa banda merece...
    Simone

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