segunda-feira, 9 de julho de 2012

O PRIMEIRO DIA.
Domingo, 08 de julho de 2012.


                   Xandão, gravando a voz na guia, sob o olhar atento de "dois" Gustavos.                

Como escrevi anteriormente, não temos condições financeiras e a disponibilidade para nos "internar" em um estúdio e deixar girar o "taxímetro". Por isso mesmo é interessante a organização de tudo.



Nosso CD Demo deve ter 10 músicas, sendo que uma delas será "repetida": uma regravação acústica. Assim, nós optamos por gravar em blocos, inicialmente programados para durar 10 horas cada.




Chegamos no estúdio e já encontramos a bateria escolhida montada, microfonada e"timbrada". Prova da atenção e competência dos nossos amigos Bagui e Paulo Henrique. 10 minutos após os cumprimentos iniciais já estávamos botando as mãos à obra!






Para a "primeira fornada", escolhemos 4 músicas: Abduzido Blues, Viajando na Rural, Pés na estrada e Liberdade. Foram escolhidas porque são algumas de nossas composições mais antigas e mais tocadas nos shows. 




O primeira preocupação foi anotar - ainda em casa - os BPM (batimentos por minuto) das músicas. Isso facilitou muito na hora do operador da mesa programar o metrônomo.


                                                       Nick, preparado.                                                    
                

Antes de tudo, nos preocupamos em criar as "guias" para a gravação da bateria. No nosso caso, incluímos nessa guia o baixo, a guitarra e a voz, além do onipresente metrônomo. Uma guia bem feita é muito útil para orientar o baterista, assim como para servir de referência para toda a gravação.

Gravar é repetir. Seja em busca de uma performance mais coesa, seja em busca DO take perfeito. Da "boa".

E nisso, não pudemos reclamar do Nick. Seguindo as orientações do Paulo Henrique e algumas ideias do Gustavo, em pouco mais de 3 horas estávamos com tudo gravado: um ótimo som de bateria, timbre do jeito que queríamos, mais "fechado", alto e claro, mas nada muito "esporrento".

Como foi legal poder ESCUTAR a linha de bateria! Verificar a criatividade e o trabalho do nosso amigo no instrumento que ele domina. Particularmente escutei naquela gravação detalhes que nunca havia percebido em todo esse tempo tocando e ensaiando a poucos metros do baterista!

É claro, erros aconteceram. Sempre acontecem! É no silêncio do estúdio e na qualidade dos monitores que os menores detalhes viram os "maiores monstros"!

Felizmente, foram corrigidos de pronto, preferencialmente regravando todo o take, deixando para corrigir por "emenda digital" apenas poucos e pequenos detalhes, para que o resultado final não virasse um "frankenstein" todo costurado, com variações de volume e pegada.



A LIBERDADE foi o "osso duro" da sessão, acabamos decidindo por gravá-la um pouco mais rápida do que vínhamos tocando normalmente, essa mudança no metrônomo e as guitarras no contratempo foram uma rasteira no nosso sofrido baterista. A solução que encontramos foi a de fazer a faixa em "tempo real", sem o metrônomo, o que não é muito aconselhável por dificultar o trabalho do operador de som, que perde algumas ferramentas como a marcação dos compassos, para trabalhar a música mais tarde. Apesar de tudo, a pista ficou pronta e muito boa.
                                                                 


          LUIZ PAULO EM PLENA GRAVAÇÃO.                                                                    

O trabalho rendeu tanto que nos sobrou uma hora das 4 inicialmente programadas. E foi tempo mais do que suficiente para o Luiz Paulo gravar o baixo em todas as 4 músicas. Preciso e tranquilo, gravou quase todos os takes rapidamente, pouca coisa mereceu uma nova passada, os erros de execução foram mínimos.

Optamos por gravar o baixo em linha (diretamente na mesa), passando apenas por um pré-amplificador valvulado. O timbre ficou excelente.

Novamente fiquei empolgadíssimo quando escutei o trabalho do LP, linhas de baixo super criativas, poderosas mesmo. Essas coisas só o estúdio nos propicia.

E esse foi o resultado do primeiro dia. Super produtivo: guias, baixo e bateria de 4 músicas em 4 horas Na volta pra casa, ouvíamos felizes no som da Jandira (duas caixas de abelha frontais) o incrível resultado de nossa primeira experiência como BANDA dentro de um estúdio de gravação.

É a RURAL WILLYS engatando as primeiras marchas. E com a roda direita!

Nessa terça feira vamos gravar as guitarras. Está todo mundo super animado. E ansioso. Vamos aguardar os próximos capítulos!



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