O TERCEIRO DIA.
Sábado, 14 de julho de 2012.
Uma das coisas mais curiosas de todo esse processo é a ansiedade pra continuar a gravação. Uma mistura inexplicável de querer que tudo fique pronto rapidamente, mas, ao mesmo tempo, de estar adorando aquilo tudo e desejar que a experiência se prolongue um pouco mais.
Nossa "missão" no sábado era terminar as guitarras de duas músicas e, quem sabe, timbrar a gaita, afinal, seria minha primeira experiência com o meu green bullet (microfone próprio para gaitas) conectado a um amplificador valvulado.
Como sempre, chegamos no estúdio e encontramos tudo preparado. Inclusive o café - essencial para muitos músicos, e que, diga-se de passagem, o Bagui prepara com maestria.
Encontramos os amplificadores já montados e microfonados; e nas duas músicas restantes optamos por manter a combinação do cabeçote Meteoro e caixas Mesa Boogie.
Apesar de termos levado todo o nosso "arsenal", as músicas também pediam a configuração "clássica" da Rural Willys: Strato e Les Paul. Dessa vez, a minha ruivinha semi acústica foi deixada de lado...
LIBERDADE: de longe a música mais "rápida e pesada" da banda, o seu climão "morrer na estrada acelerando o máximo" favorecia muito a pegada de ganho mais alto da Les Paul, que foi a guitarra escolhida para o Fernando gravar a base. Bastou apenas uma pequena adaptação à nova virada de bateria na entrada, modificada em relação àquela que vínhamos tocando ao vivo. O timbre conseguido foi excelente, um overdrive na medida certa, tomando o máximo de cuidado para manter o espírito rock n' roll clássico da música, sem invadir o território mais pesado do hard rock.
LIBERDADE: de longe a música mais "rápida e pesada" da banda, o seu climão "morrer na estrada acelerando o máximo" favorecia muito a pegada de ganho mais alto da Les Paul, que foi a guitarra escolhida para o Fernando gravar a base. Bastou apenas uma pequena adaptação à nova virada de bateria na entrada, modificada em relação àquela que vínhamos tocando ao vivo. O timbre conseguido foi excelente, um overdrive na medida certa, tomando o máximo de cuidado para manter o espírito rock n' roll clássico da música, sem invadir o território mais pesado do hard rock.
A LIBERDADE é uma música que foge à arquitetura comum da maioria das composições, é mais "direta" e possui um solo "dividido" entre os guitarristas. Assim, na sequência, o Fernando também gravou seu solo, mantendo as mesmas configurações de instrumento e de efeitos.
Em seguida, o Gustavo assumiu o posto para gravar suas partes. Primeiramente, gravou mais um canal de base, pensada para ser "complementar" à linha adotada pelo Fernando, mas muito mais fluida e variada. A guitarra utilizada foi a Fender, também mudando a configuração dos efeitos. Nessa música a sonoridade de cada uma das guitarras é facilmente reconhecível, por serem bem distintas.
O Gustavo também preferiu manter a configuração de equipamento em seu solo, apenas mudando alguns pedais. O solo também foi executado à perfeição, em poucos takes.
O resultado final, na minha opinião, ficou super fiel à energia da música quando a executamos ao vivo, mal posso esperar o momento em que o Paulo Henrique vai aplicar a sua "magia", inserindo os efeitos e mixando todos os instrumentos.
O resultado final, na minha opinião, ficou super fiel à energia da música quando a executamos ao vivo, mal posso esperar o momento em que o Paulo Henrique vai aplicar a sua "magia", inserindo os efeitos e mixando todos os instrumentos.
Já consigo imaginar essa música virando HINO dos clubes de motociclistas (perdoem o exagero de um "velho" empolgado), pois a letra versa sobre isso, a liberdade e a energia de se pegar uma moto e sair por aí, "sem destino". (Abraços da RURAL aos nossos amigos Bodes do Asfalto, por todo o país).
PÉS NA ESTRADA: a próxima música foi a primeira composição da Banda. Aliás, é muito interessante pensar que no final de novembro do ano passado estávamos tocando essa música ao vivo pela primeira vez e agora, menos de 8 meses depois, estamos gravando um cd demo com 9 músicas autorais!
A base da música foi gravada pelos dois guitarristas utilizando a mesma guitarra (Fender Strato), com uma regulagem de overdrives mais leve, para dar espaço aos arranjos. Que, aliás, ficaram incríveis, principalmente a "ponte" antes do refrão, que ganhou ares de psicodelia pelo emprego do Phase 90 (Gustavo) e do Univibe (Fernando). Quem só conhecia a música pelos shows vai se surpreender.
Em relação ao solo, a ideia inicial seria utilizar também a Strato, mas uma sugestão do Paulo Henrique, de se aproveitar o maior ganho da Les Paul foi aproveitada com um resultado bem mais interessante. também testamos uma combinação de fuzz e drive, mas o timbre ficou muito carregado para a música em questão. No final, foi aproveitada a Les Paul utilizando o Ibanez Ts 808 somado ao Menatone King of Britains. Um take do resultado final vocês acompanham no vídeo abaixo:
Em pouco mais de 2 horas as duas músicas estavam prontas. O que abriu espaço para que a intenção inicial de "timbrar" a gaita se transformasse na gravação definitiva, pois havia tempo suficiente pra isso.
Após um bom tempo procurando uma sonoridade que me agradasse, inclusive utilizando alguns pedais de efeito (plugins, que foram descartados), chegamos a um melhor resultado utilizando o amplificador Meteoro com a sua caixa (modificada com falantes MGM Music) em substituição à caixa Mesa Boogie. Conseguimos um som excelente, que seria ainda melhor se eu tivesse um valvulado de baixa potência, para que pudesse utilizar em seu ganho máximo, obtendo assim aquela "distorção" clássica da gaita elétrica de Blues. Os 50w do Meteoro se revelaram potentes demais para mim. Contou também a minha inexperiência na área. Mas não ficou ruim, muito pelo contrário!
Na Viajando na Rural, utilizei uma execução mais forte, com maior utilização de tremolos e bends, porém optei pela economia e pelos "espaços" na gaita da Abduzido Blues, quase como uma linha de base, que ficou mais "discreta" e bem dentro daquilo que eu visualizava pra música. Às vezes, menos é mais...
O resultado final ficou muito bom, infelizmente o vídeo abaixo não captou a sonoridade exata da gravação, o que escutaremos é o som acústico da gaita em um dos takes (que não é o final):
Na Viajando na Rural, utilizei uma execução mais forte, com maior utilização de tremolos e bends, porém optei pela economia e pelos "espaços" na gaita da Abduzido Blues, quase como uma linha de base, que ficou mais "discreta" e bem dentro daquilo que eu visualizava pra música. Às vezes, menos é mais...
O resultado final ficou muito bom, infelizmente o vídeo abaixo não captou a sonoridade exata da gravação, o que escutaremos é o som acústico da gaita em um dos takes (que não é o final):
E assim chegamos ao fim de mais uma sessão no Bagui Sons. Agora é esperar a terça feira para começar (e quem sabe, terminar) a gravar os vocais. Grande abraço pra todos.
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